quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O jantar macabro


Meu nome é Bruna, tenho 29 anos agora. A história que eu vou contar aconteceu quando eu tinha 20. Bom, era véspera de Natal, e a minha família não é reunida. A maioria dos meus parentes moram em outros estados ou países. A minha mãe tem problemas mentais, e mora em uma casa de repouso apropriada para pessoas com o mesmo problema. Ela é uma pessoa muito boa, então todos os Natais, aniversários ou festas, ela pode sair de lá, podendo voltar no dia seguinte. Busquei ela lá e a levei para minha casa. Meu filho tinha 5 meses. Quando chegou a tarde, eu sai para comprar algumas coisas para que pudéssemos comer a noite, e deixei meu bebe com a minha mãe, que já estava boa, era a paciente que menos apresentava sintomas. Sai de casa aproximadamente 17:00 horas, e demorou bastante no mercado. Voltei para casa por volta de 19:00 horas. Me assustei quando entrei em casa, e vi a mesa do jantar todas arrumada. Velas acesas, Copos, pratos e talheres no lugar, saladas, frutas. Procurei a minha mãe pela entrada, mas não estava. Fui para a sala e lá estava ela, sentada em uma cadeira de balanço, afiando uma faca e cantando músicas satânicas pelo que pude perceber. Ela largou as facas e me abraçou, e disse que já estava assando um porco para nós comermos a noite. Eu corri para ver o que era, e lá estava o meu filho, dentro do forno, morto cheio de bolhas em todo o corpinho. Resolvi internar a minha mãe em um manicômio, e ela piora cada dia mais. Hoje em dia tenho outro filho com o meu novo marido, mas essa imgaem nunca sairá da minha cabeça.

Não era do lado de fora


Meu nome é Juliani, tenho 14 anos. A duas semanas, eu e minha família fomos passar cinco dias em uma fazenda antiga. Era da minha bisavó, e tinha acabado de ser reformada. Essa fazenda era a sede da corte, a muito tempo atrás, então tem uma história bem bonita, mas o que vou contar não tem nada a ver com isso. No primeiro dia, eu e toda a família, incluindo primos e tias, estávamos sentados na varanda, conversando, mas tava com um tempo de chuva,e das fortes, então nós resolvemos entrar e ficar conversando na sala mesmo. Ficamos todos conversando até umas 19:00 horas, e a chuva caindo muito forte lá fora. Quando deu 21:30h mais ou menos, as pessoas começaram a ir dormir, e eu e os meus primos ficamos e dormir na sala, porque os adultos sempre tem que ter um pouquinho mais de privacidade. O meu colchão foi o ultimo, e ficou a 1m da porta de entrada, que era enorme. As janelas eram todas de vidro, bem bonitas. A chuva ia ficando cada vez mais forte. Eu sou sempre o ultimo a dormir, então fiquei acordado até de madrugada. Por volta de 03:00 horas, eu comecei a ouvir gritos lá fora, muito, mas muito altos. Todos acordaram assustados, levantamos e corremos para os quartos. Os gritos só aumentavam, junto a chuva. De repente os gritos pararam e a chuva diminuiu um pouco, mas bem pouco. Ficamos em silencio tentando ouvir alguma coisa, quando ouvimos a janela quebrar. Foi muito assustador. Mas foi só isso. Ficamos no quarto até a chuva parar, o que só aconteceu de manhã. Os homens mais velhos saíram primeiro, para ver se estava tudo bem, e logo depois chamaram a gente. Estava tudo normal com os móveis, mas o mais estranho, é que os cacos da janela estavam para o lado de fora, como se alguma coisa saísse lá de dentro. Fomos embora nesse mesmo dia, e colocamos a fazenda para alugar para festas e coisas assim. Poucas pessoas alugam, e essas dizem que escutam gritos e vozes, sentem alguém por perto, e não ficam muito. Depois, pesquisamos nos livros que tinham na fazenda, e a história é que antigamente, na época da corte, tinham muitos escravos, e eles eram torturados no forno, ou no tronco, alguns tinham partes do corpo decepadas, e depois eram soltos para os animais comerem.

Possessão na Fazenda


Meu nome é Caique, tenho 16 anos. Eu e uma turma de amigos (meninos e meninas) andávamos na rua da fazenda. Era no fim da tarde, então nós fomos até a cachoeira para olhar o pôr do Sol. Quando ele estava quase no final, nós começamos a pular da cachoeira, para divertir um pouco. Ficamos mais de duas horas lá, e já estava escuro quando decidimos voltar para a casa. A rua da nossa fazenda é bem larga, cabem umas 7 pessoas uma ao lado da outra, estávamos em 6. Começamos a andar ali, conversando, rindo, todo mundo. Perto de chegar na casa, temos que passar por uma capela de vidro. A uns 15 passos dessa capela, a Isabela pediu pra que todos parassem. Pediu para que olhássemos para a capela, então atendemos esse pedido. Quando olhamos, vimos uma mulher, muito velha, com um vestido azul, bem longo. Todos gelaram, e ficaram se perguntando quem seria a velha. Ela tinha morrido quando meu pai ainda era um bebe, e essa mulher era a babá dele. Ela era muito ruim, batia nele com cinta, fazia ele comer minhoca amassada, e muito mais. Até que a minha avó se irritou, e matou essa mulher tacando água quente no rosto dela enquanto dormia, e a enterrou ali. A mulher foi andando em direção ao canavial, e sumiu lá dentro. O caminho estava livre. Nós passamos, mas do nada, a Camila ficou estranha. Parou de conversar, apenas andava. Quando eu perguntei o que estava acontecendo ela começou a tossir e caiu no chão. Começou a gritar e dizer nomes bíblicos dos anjos decaídos. Olhamos para todo o seu corpo. A perna dela estava se revirando, como uma tampa de garrafa, e ela gritava muito. Corri e chamei meu pai, enquanto todos olhavam aquela cena. Meu pai vai muito a igreja, ele trabalha na recepção, e sempre que tem missa ele vai, então ele sabe bastante sobre o assunto. Disse algumas palavras pra minha amiga, e depois de um tempo ela voltou a si. Com ela chorando muito e gritando, levamos para o hospital. O que houve com ela não se explica, mas sua perna teve que ser amputada, todos os ossos quebraram, o médico disse que os dedos do pé tinham tocado o calcanhar. Ela se lembra de tudo, só que não sabe o que aconteceu com ela. Bem, a capela foi queimada, e tudo está em paz agora. Por enquanto.

Um caso de possessão


Meu nome é Marcos, tenho 36 anos e o que vou relatar aconteceu com o meu filho no ano passado. Meu filho dorme no quarto do lado, ele tem 14 anos. Em uma noite, como todas as outras, eu passava da sala para a cozinha, e da cozinha para o quarto do meu filho, para finalmente ir para o meu. Sai da sala. Quando fui passar para a cozinha, vi um vulto passando. Eu não estranho isso, quase sempre acontece. Passei pela cozinha e o rádio estava ligado, então eu simplesmente desliguei. Quando estava chegando no quarto do meu filho para dar boa noite, saiu uma criança correndo de lá, mas não pude ver o rosto. Então entrei no quarto do meu filho, e ele estava completamente coberto. Perguntei o que tinha acontecido, e ele disse que demônio tinha falado com ele. Aquilo gelou todo o meu sangue. Achei que dizer que esse tipo de coisa não existe não era o mais apropriado. Então perguntei como ele era e o que tinha dito. Ele disse que era uma criança, com um sorriso maligno, com os olhos meio prata, meio vermelho, e disse que o demônio mandou ele se matar. Bom, eu acreditei, mas não fiquei tão apavorado assim. Afinal, poderia ser só coisa da cabeça dele. Não, não era, pois se fosse eu não teria visto. No outro dia, meu filho tinha ido para a escola, e eu e minha esposa (que não estava sabendo de nada) fomos limpar a casa. Começamos pela sala, e de novo o vulto, mas ela não viu. Seguimos para a cozinha, e o rádio estava ligado numa música grotesca. Partimos para o corredor, e vi aquela criança correr para o quarto do meu filho. Segui para ver o que daria. Quando cheguei no quarto dele, vi a criança dançando de costas para mim, virada para a janela, dançando aquela mesma música macabra. Ele deve ter percebido minha presença, e pulou a janela, corri para ver, mas não tinha mais nada lá. A noite chegou. Meu filho estava escovando os dentes, e eu fui preparar a sua cama. Ao entrar no quarto dele, vi o armário se fechando. Já era demais. Peguei meu filho e a minha esposa e partimos para a casa da minha mãe. Nos acomodamos e fomos jantar. Ela me pediu para pegar o suco na cozinha, então eu fui. Quando eu entrei, percebi que o rádio estava ligado, e fui chegando perto para ouvir o que era, quando cheguei bem perto, o volume aumentou sozinho, naquela música que tocava em minha casa. Todos assustaram. Minha mãe e minha esposa foram lá ver, deixando meu filho sozinho na sala. Minha mãe disse que aquilo nunca tinha acontecido, então voltamos para a sala de jantar. Quando entramos, meu filho estava deitado na mesa, se engasgando com o vômito, e tremendo muito. Minha esposa começou a chorar e não sabia o que fazia, então pedi para que minha mãe ajudasse a desvira-lo. Ele estava muito pesado, foi difícil, mas nós conseguimos. Segundos depois ele já tinha voltado ao normal, e que não se lembrava do que tinha acontecido. Levamos ele ao médico, mas não foi explicado o que tinha acontecido. Minha mulher decidiu levar ele para um padre. O padre disse que ele tinha sido possuído por um demônio. Então meu filho foi benzido por fora, e para que pudesse benzer por dentro, o padre sugeriu que ele tomasse um pouco da água benta. Ele tomou, e instantaneamente colocou a mão na barriga, dizendo que tinha algo queimando. O padre disse que era o demônio, que ainda estava lá, estava apenas acalmado, mas que agora ele já tinha queimado, na água benta.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O demônio da escadaria


Meu nome é Carina, tenho 23 anos e essa história aconteceu quando eu era adolescente. Morava com a minha família numa casa, a qual tínhamos acabado de mudar. Meu quarto e o da minha irmã era no segundo andar, e o do meus pais, no primeiro. Chegamos na nova casa com as malas e as caixas. Eu e minha irmã ficamos encarregadas de levar as nossas coisas para cima. Concordamos claro. Como tinha muita coisa, a mudança foi até tarde da noite, meus pais foram dormir e minha irmã também. Eu era a mais velha, e não gosto de deixar nada para depois. Então eu comecei a organizar tudo o que eles tinham deixado. Terminei a arrumação por volta de 23:00 horas ou 00:00. Percebi que minha irmã tinha deixado uma caixa de brinquedos dela na sala, e resolvi levar. Ao lado da escada, tinha uma abertura que dava para a sala de livros, então, para subir a escadaria, você tinha que olhar para a sala de livros, e a escada ficava a direita de lá. Coloquei a caixa na frente do rosto, para evitar olhar para lá, mas percebi que tinha um pé descalço, no pé da escada, tirei a caixa da frente do rosto, e vi uma garota, que brilhava os olhos e tinha uma cara muito feia, retalhada, como se tivesse sido triturada. Fiquei muito assustada e gritei, correndo para o quarto da minha irmã. Meus pais acordaram com medo, e me perguntaram o que tinha acontecido, então eu contei, e meu pai disse que era coisa da minha imaginação, sendo contrariado pela minha mãe e irmã. Fiquei morrendo de medo daquele lugar. Quando amanheceu, minha mãe procurou um padre, para que pudesse benzer a casa. Ele benzeu os quartos, a cozinha, a sala, e a escada. Fiquei mais tranquila. Na outra noite, fui para a cama bem cedo. Fiquei no meu quarto e minha irmã dormiu comigo. Ela disse que estava com sede, mas eu morria de medo da escada, então disse pra ela descer e pegar ela mesma, ou pedir para o meu pai. Ela disse que também tinha medo da escada, mas eu tentei acalmá-la dizendo que não tinha mais perigo, e então ela foi. Não demorou e ela voltou correndo, gritando muito, dizendo que tinha uma menina muito feia e molhada subindo as escadas. Dormimos no quarto dos meus pais, e no outro dia eu, minha irmã e minha mãe fomos embora daquela casa 07:00 horas, e meu pai ficou encarregado de guardar as coisas nas caixas. Ele estava demorando muito, então meu tio (estavamos na casa dele) foi lá na nossa casa para ver o que tinha acontecido. Horas depois recebemos a notícia de que meu pai avia sido assassinado com uma lasca de lata de tinta. Colocamos a casa a venda, mas ela foi demolida pela imobiliária anos depois, por não ter nenhum interessado.

Venham aqui!


Esta é uma história real, ocorrida em 2006
Meu nome é Lucas, tenho 15 anos, e a história a seguir aconteceu quando eu tinha 9 anos. Meu avô tem uma chácara, lugar que eu vou desde que nasci. E lá é muito legal, mas não é apenas a chácara dele, é um grande bairro rural, não tem asfalto, e nem um pouco de movimento, deve ter em média 15 famílias morando por lá. Quando éramos mais novos, eu e meus primos, Linda, Igor, Romário adorávamos brincar. Era férias, então meu primo Fabii veio de Campo Grande pra cá. Nesse dia, nós resolvemos ‘’explorar’’ as ruas de terra do bairro. Todos estávamos de bicicleta, então começamos a subir e descer aquelas ruas, olhando as casas e a paisagem, que é bem bonita por sinal. Descemos uma ruazinha bem estreita, fomos até no fim dela, e voltamos. Quando nós subimos, passamos em frente ao uma casa de madeira, bem antiga, caindo aos pedaços, e ficamos olhando ela, quando de repente começamos a escutar uma voz que dizia: Venham aqui! Venham aqui! No maior desespero, começamos a pedalar. Minha prima caiu no chão, bem em frente a casa, e não conseguia levantar. Então meu outro primo desceu para ajudá-la. Quando ela se recuperou, e nós olhamos para trás, tinha um homem, com uma espécie de machado, facão, não deu pra ver direito, enfiado na cabeça. Subimos na bicicleta feito locos, e nunca mais nós voltamos lá.

Carona na estrada


Meu nome é Natália, tenho 22 anos e a história que vou relatar aconteceu em 2009. Eu tinha acabado de tirar a minha habilitação, sou de família classe média alta, então logo que fiz 18 anos meus pais me deram um carro. Eu chamava meus amigos pra irem comigo passear, andar, só pra eu poder mostrar meu carro novo. Um dia, um dos meus amigos pediu pra que eu parasse o carro no acostamento. Nós viajávamos para um balneário muito bonito, e passaríamos uma semana lá. Nós paramos o carro, e ele começou a descer uma valeta enorme, e nós estranhamos, mas fomos atrás dele. Lá em baixo tinha um carro, capotado, e eu não sei como meu amigo conseguir ver isso, tava bem escondido dentre os matos. Olhamos para ver se tinha alguém vivo, e vimos uma criança no banco de trás, desacordada, mas viva. No banco da frente tinha uma mulher, mas completamente desfigurada. Sua cabeça tinha sido esmagada entre o banco e o volante, a parte de trás da cabeça estava aberta, e dava para ver os miolos, ou o que restaram deles, e muito sangue, em todo o carro. Nós chamamos a polícia, mas eles estavam demorando muito, então um dos meus amigos, o mais louco, decidiu tirar a criança do carro, para que não causasse nenhum outro problema (se ele acordasse e visse a mãe naquele estado poderia ser muito pior). Então tiramos a criança, e tentamos procurar documentos da mulher, então achamos algumas coisas. Depois disso não demorou muito para a polícia chegar. Deixamos tudo por conta deles, inclusive a criança, claro, e seguimos viajem. Eu não sou muito boa com mapas, então me perdi por umas duas horas, todos estavam ficando irritados comigo. Já era mais de 20:00 horas, e não achávamos a casa onde íamos ficar. Depois de algum tempo, percebemos que nós tínhamos rodado apenas 6 km do local do acidente. Pirei. Todos ficaram muito, muito irritados, então uma amiga minha começou a dirigir, dizendo que ela sabia onde ficava. Já tínhamos passado 2 km do local do acidente, quando vimos uma mulher, normal, vestindo roupas normais, e com duas malas e uma pequena mochila. Como havia 4 pessoas no carro, e eu sou muito solidária e adoro ajudar as pessoas, decidi dar carona para ela. Ela entrou no carro e perguntou para onde nós estávamos indo, então eu disse que era para um balneário perto dali. Ela perguntou se agente poderia voltar um pouquinho só, porque ela precisava ver uma coisa. Então voltamos 2 km, quando ela disse para pararmos o carro. Ela desceu assustada em direção ao barranco, e nós não fomos atrás, com medo do que poderia ser, fosse lá o que ela estivesse fazendo. Então, instantes depois que ela desceu, escutamos um grito muito alto e fino, e em seguida uma voz dizendo: Cadê meu filho. Meu amigo ficou pálido, mais do que todo mundo. Perguntamos o que tinha acontecido, e ele disse que aquela mulher era a mesma da foto do documento que achamos no carro. Voltamos correndo para o carro, e seguimos viajem de volta para casa, e não fomos ao balneário, e também nunca mais vou passar por aquela estrada.