terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O demônio da escadaria


Meu nome é Carina, tenho 23 anos e essa história aconteceu quando eu era adolescente. Morava com a minha família numa casa, a qual tínhamos acabado de mudar. Meu quarto e o da minha irmã era no segundo andar, e o do meus pais, no primeiro. Chegamos na nova casa com as malas e as caixas. Eu e minha irmã ficamos encarregadas de levar as nossas coisas para cima. Concordamos claro. Como tinha muita coisa, a mudança foi até tarde da noite, meus pais foram dormir e minha irmã também. Eu era a mais velha, e não gosto de deixar nada para depois. Então eu comecei a organizar tudo o que eles tinham deixado. Terminei a arrumação por volta de 23:00 horas ou 00:00. Percebi que minha irmã tinha deixado uma caixa de brinquedos dela na sala, e resolvi levar. Ao lado da escada, tinha uma abertura que dava para a sala de livros, então, para subir a escadaria, você tinha que olhar para a sala de livros, e a escada ficava a direita de lá. Coloquei a caixa na frente do rosto, para evitar olhar para lá, mas percebi que tinha um pé descalço, no pé da escada, tirei a caixa da frente do rosto, e vi uma garota, que brilhava os olhos e tinha uma cara muito feia, retalhada, como se tivesse sido triturada. Fiquei muito assustada e gritei, correndo para o quarto da minha irmã. Meus pais acordaram com medo, e me perguntaram o que tinha acontecido, então eu contei, e meu pai disse que era coisa da minha imaginação, sendo contrariado pela minha mãe e irmã. Fiquei morrendo de medo daquele lugar. Quando amanheceu, minha mãe procurou um padre, para que pudesse benzer a casa. Ele benzeu os quartos, a cozinha, a sala, e a escada. Fiquei mais tranquila. Na outra noite, fui para a cama bem cedo. Fiquei no meu quarto e minha irmã dormiu comigo. Ela disse que estava com sede, mas eu morria de medo da escada, então disse pra ela descer e pegar ela mesma, ou pedir para o meu pai. Ela disse que também tinha medo da escada, mas eu tentei acalmá-la dizendo que não tinha mais perigo, e então ela foi. Não demorou e ela voltou correndo, gritando muito, dizendo que tinha uma menina muito feia e molhada subindo as escadas. Dormimos no quarto dos meus pais, e no outro dia eu, minha irmã e minha mãe fomos embora daquela casa 07:00 horas, e meu pai ficou encarregado de guardar as coisas nas caixas. Ele estava demorando muito, então meu tio (estavamos na casa dele) foi lá na nossa casa para ver o que tinha acontecido. Horas depois recebemos a notícia de que meu pai avia sido assassinado com uma lasca de lata de tinta. Colocamos a casa a venda, mas ela foi demolida pela imobiliária anos depois, por não ter nenhum interessado.

Venham aqui!


Esta é uma história real, ocorrida em 2006
Meu nome é Lucas, tenho 15 anos, e a história a seguir aconteceu quando eu tinha 9 anos. Meu avô tem uma chácara, lugar que eu vou desde que nasci. E lá é muito legal, mas não é apenas a chácara dele, é um grande bairro rural, não tem asfalto, e nem um pouco de movimento, deve ter em média 15 famílias morando por lá. Quando éramos mais novos, eu e meus primos, Linda, Igor, Romário adorávamos brincar. Era férias, então meu primo Fabii veio de Campo Grande pra cá. Nesse dia, nós resolvemos ‘’explorar’’ as ruas de terra do bairro. Todos estávamos de bicicleta, então começamos a subir e descer aquelas ruas, olhando as casas e a paisagem, que é bem bonita por sinal. Descemos uma ruazinha bem estreita, fomos até no fim dela, e voltamos. Quando nós subimos, passamos em frente ao uma casa de madeira, bem antiga, caindo aos pedaços, e ficamos olhando ela, quando de repente começamos a escutar uma voz que dizia: Venham aqui! Venham aqui! No maior desespero, começamos a pedalar. Minha prima caiu no chão, bem em frente a casa, e não conseguia levantar. Então meu outro primo desceu para ajudá-la. Quando ela se recuperou, e nós olhamos para trás, tinha um homem, com uma espécie de machado, facão, não deu pra ver direito, enfiado na cabeça. Subimos na bicicleta feito locos, e nunca mais nós voltamos lá.

Carona na estrada


Meu nome é Natália, tenho 22 anos e a história que vou relatar aconteceu em 2009. Eu tinha acabado de tirar a minha habilitação, sou de família classe média alta, então logo que fiz 18 anos meus pais me deram um carro. Eu chamava meus amigos pra irem comigo passear, andar, só pra eu poder mostrar meu carro novo. Um dia, um dos meus amigos pediu pra que eu parasse o carro no acostamento. Nós viajávamos para um balneário muito bonito, e passaríamos uma semana lá. Nós paramos o carro, e ele começou a descer uma valeta enorme, e nós estranhamos, mas fomos atrás dele. Lá em baixo tinha um carro, capotado, e eu não sei como meu amigo conseguir ver isso, tava bem escondido dentre os matos. Olhamos para ver se tinha alguém vivo, e vimos uma criança no banco de trás, desacordada, mas viva. No banco da frente tinha uma mulher, mas completamente desfigurada. Sua cabeça tinha sido esmagada entre o banco e o volante, a parte de trás da cabeça estava aberta, e dava para ver os miolos, ou o que restaram deles, e muito sangue, em todo o carro. Nós chamamos a polícia, mas eles estavam demorando muito, então um dos meus amigos, o mais louco, decidiu tirar a criança do carro, para que não causasse nenhum outro problema (se ele acordasse e visse a mãe naquele estado poderia ser muito pior). Então tiramos a criança, e tentamos procurar documentos da mulher, então achamos algumas coisas. Depois disso não demorou muito para a polícia chegar. Deixamos tudo por conta deles, inclusive a criança, claro, e seguimos viajem. Eu não sou muito boa com mapas, então me perdi por umas duas horas, todos estavam ficando irritados comigo. Já era mais de 20:00 horas, e não achávamos a casa onde íamos ficar. Depois de algum tempo, percebemos que nós tínhamos rodado apenas 6 km do local do acidente. Pirei. Todos ficaram muito, muito irritados, então uma amiga minha começou a dirigir, dizendo que ela sabia onde ficava. Já tínhamos passado 2 km do local do acidente, quando vimos uma mulher, normal, vestindo roupas normais, e com duas malas e uma pequena mochila. Como havia 4 pessoas no carro, e eu sou muito solidária e adoro ajudar as pessoas, decidi dar carona para ela. Ela entrou no carro e perguntou para onde nós estávamos indo, então eu disse que era para um balneário perto dali. Ela perguntou se agente poderia voltar um pouquinho só, porque ela precisava ver uma coisa. Então voltamos 2 km, quando ela disse para pararmos o carro. Ela desceu assustada em direção ao barranco, e nós não fomos atrás, com medo do que poderia ser, fosse lá o que ela estivesse fazendo. Então, instantes depois que ela desceu, escutamos um grito muito alto e fino, e em seguida uma voz dizendo: Cadê meu filho. Meu amigo ficou pálido, mais do que todo mundo. Perguntamos o que tinha acontecido, e ele disse que aquela mulher era a mesma da foto do documento que achamos no carro. Voltamos correndo para o carro, e seguimos viajem de volta para casa, e não fomos ao balneário, e também nunca mais vou passar por aquela estrada.

A pousada


Meu nome é Clara, tenho 37 anos, viúva. A três anos atrás, eu estava numa pousada com o meu ex-marido. Estavamos viajando a muito tempo, e ficamos cansados, então decidimos parar e descansar. A pousada era bem pequena, e não tinha ninguém dormindo lá. Pegamos a chave na recepção e fomos para o quarto. Tentamos dormir, mas nenhum dos dois conseguia. Pegamos uns filmes que tinha na recepção pra alugar. Meu marido gostava de filmes de terror, mas eu sempre tive medo. Mas como ele tava muito cansado, decidi deixar ele ver. Começou a assistir um, mas não gostou, então colocou um outro, bem mais pesado. Eu não gosto de ver sangue, então virei e tentei dormir. Me deu vontade de ir ao banheiro, então eu levantei, e não tinha mais ninguém no quarto além de mim, o filme estava ligado, mas não tinha cena, passavam os créditos do filme. Fui ao banheiro tranquila, pensando que ele estava lá fora fumando. Quando eu entrei no banheiro, vi sangue na pia,e vomitei. Sai correndo de lá, procurando por ele. Quando cheguei lá fora não vi ninguém, o nosso carro estava estacionado então fui olhar se ele estava lá, mas nada. Tentei ligar para o celular dele, mas não atendia. Comecei a ficar muito preocupada. Perguntei na recepção se alguém tinha visto ele, e ninguém viu nada. Me desesperei e corri para o quarto de novo. Fiquei sentada ali um pouco, pensando, quando percebi que a janela estava aberta. Olhei através dela, e vi o meu marido boiando de costas pra cima, na piscina da pousada. Corri gritando pra todos irem lá ajudar, e quando tiramos ele da piscina, vi que seus pulsos estavam cortados, e ele estava sem o olho esquerdo. Chorei muito, muito mesmo. No outro dia, quando peguei meu celular para avisar a família, tinham algumas chamadas perdidas da mãe dele. Retornei, e ela atendeu chorando, dizendo que a irmã do meu marido tinha morrido, fiquei chocada e perguntei como, e ela disse que ela cortou os pulsos e morreu. Depois de alguns minutos chorando, ela me perguntou onde eu estava, e eu disse que estava em uma pousada, não tive coragem de contar pra ela no telefone sobre o filho dela, então ela disse: Mas porque você está numa pousada, o seu marido acabou de me ligar dizendo que esta vindo pra cá.

A curva da morte


Esta é uma história real, ocorrida em 2008.
Meu nome é João, tenho 45. Eu viajo muito, fico 2 semanas fora de casa, em média. Há quatro anos, eu estava viajando, e já estava muito longe de casa, e também muito longe do meu destino. De vez em quando, viajo distraído, prestando atenção na estrada, mas pensando em outras coisas. Era bem tarde da noite, e eu viajava pensando na minha família. Meu celular tocou umas três vezes, mas não deu tempo de atender. Tentei ligar novamente, mas tinha caído o sinal, por eu estar bem longe. Logo na frente, vi um velho amigo meu, num canto da estrada. Parei o carro, perguntei o que tinha acontecido, e ele disse que tava indo ver os pais dele, então ofereci carona, e ele, claro, aceitou. Fomos conversando bastante, falando só bobagens. Na estrada onde eu estava, tem uma curva muito grande, que é uma ponte, e quem não tiver cuidado corre o risco de cair. Passei bem devagar por ali, olhando para o lado esquerdo (virado de costas para o meu amigo), quando de repente eu ouvi o barulho da porta do meu carro abrindo, e segundos depois alguém pulando no rio. Desci do carro pra ver o que era, desesperado. Atrás de uma árvore, no final da curva tinha umas luzes acesas, parecia de policia. Corri e fui ver. Tinha uma batida de carro, bem feia, perda total. Perguntei o que tinha acontecido, e ele disse que uma pessoa não tinha conseguido fazer a curva, bateu na árvore. Com a batida, o homem que estava dirigindo atravessou o para-brisas e caiu no rio, mas o corpo já tinha sido resgatado. Pedi pra ver. Era o meu amigo, aquele que veio conversando comigo desde a metade do caminho. Não pude continuar, encostei o carro e dormi ali, deixando pra continuar a viajem apenas no outro dia.

28° andar

Meu nome é Antonio, 23 anos. Todo fim de semana, meus amigos e eu vamos para um apartamento, pra beber, conversar e tudo mais. Esse apartamento fica em um prédio bem antigo, e muito alto, com 30 andares. Nós ficamos no 19° andar. Era dia de jogo, então compramos cerveja e algumas comidas, ficamos lá assistindo. Depois que acabou o jogo, começou uma sessão de filmes, de todos os gêneros. Lá por 02:00 a.m, acabou a cerveja, então eu e mais dois amigos ficamos encarregados de ir comprar. Como eu disse o prédio é bem grande, e tem dois elevadores. Nós entramos pelo elevador esquerdo. Quando nós estávamos no meio, ele deu uma pequena falha, mas voltou ao normal dentro de segundos. Compramos a cerveja e voltamos pelo elevador direito. Apertei o 19° andar, e meus dois amigos viram o andar que eu tinha apertado. Começamos a subir, mas percebemos que já tinha passado do 19° andar. A portar abriu, mas no 28° andar. Era um andar diferente dos outros, bem escuro, um corredor enorme, um cheiro ruim e bem enjoativo. Ouvimos uma voz, pedindo socorro, mas não sabíamos de onde vinha porque estava bem escuro, ficamos um pouco assustados e entramos no elevador. Apertamos o 19° andar. O elevador desceu é o 21°, depois começou a subir, sem ninguém apertar nenhum botão. Voltou para o 28°. A porta se abriu , e as luzes estavam acesas, estava bem claro lá, mas com o mesmo cheiro enjoativo. Corremos para a escada, até o 19° andar. Contamos para todo mundo, mas ninguém deu moral. Depois fomos pesquisar a história do prédio pra ver se tinha acontecido alguma coisa, e achamos um site que dizia ter acontecido um incêndio, a muitos anos, e foi causado por uma vela, deixada debaixo da cortina, no 28° andar. Só sei que depois disso nunca mais passamos um fim de semana lá.

O velho enforcado

Meu nome é Leandro, 14 anos. Eu estava andando com os meus amigos, por uma estrada velha de asfalto que tem na cidade, que é bem movimentada, mas como estamos de férias, quase ninguém fica aqui, porque é muito chato, não tem quase nada para fazer. Mas eu não tive condições de viajar neste ano, então fiquei aqui, junto aos meus amigos. Ficamos andando, conversando, nada de mais. Um deles viu uma casa, que é de um senhor que mora na minha cidade a muitos e muitos anos, acho que ele foi o primeiro morador de lá, e ele é muito ignorante, xinga todo mundo que pisa na calçada dele, ou então se irrita quando alguém fala com ele. Ele mora sozinho, e eu não fico surpreso com isso. Quando o meu amigo viu a casa, a ideia dele foi de jogar pedra para irritar o velho. Todos concordaram, menos eu, porque achei uma bestei tudo isso, mas eu não consegui convencer ninguém. Começaram a tacar pedrinhas pequenas, mas o velho não reclamou. Aumentaram o tamanho das pedras, e nada. O Vitor (o que teve a ideia) pegou um tijolo de uma casa que estava em construção, e tacou. Fez um buraco na madeira velha, mas ninguém saiu de lá. Resolvemos olhar por esse buraco. O Vitor foi o primeiro. Olhou, e não demorou mais de 20 segundos para vomitar. Todos olharam, e ficaram enojados. Fui o último. Era realmente horrível. Ele estava com uma corda no pescoço, pendurado na sala, rodando, com o rosto, braços e pernas retalhados, e uma navalha no chão. Deixamos aquele lugar correndo. Nós achamos que ele pode ter se matado por nossa causa, de tanto irritarmos ele, ele se cansou, e fez o que fez. Outro dia, o Bruno me ligou, e pediu pra eu ir até a casa dele. Quando eu cheguei lá, estavam todos os meus amigos, e nós resolvemos andar pela estrada de novo, era final de tarde. Passamos ao lado da casa do velho, e na volta, ele estava sentado do lado de fora, fumando um cigarro de palha, e olhando pra nós. Saímos de lá correndo, e nunca mais passamos perto daquele lugar.